quarta-feira, 21 de março de 2012

poesia

Porque hoje é o dia mundial da poesia...!
        SILÊNCIO
trago na minha mão
o silêncio da minha voz
grito, ninguém me ouve
escrevo, ninguém me lê.

corre-me o suor das mãos
vão pingando pelos dedos.
o papel ganha vida
da minha voz silenciosa.

mão engelhada que grita
fraca e trémula no papel.
linhas borradas, tortuosas
pelas lágrimas do silêncio.

evita-me o ser humano,
rodeiam-me os animais
ficam na expectativa
duma voz que não existe.

trago nas minhas mãos
o silêncio, que é tão triste...!

terça-feira, 20 de março de 2012

Próxima aula

Olá Carina
Por motivos pessoais não vou poder estar presente na próxima aula.
Encontramo-nos depois da Páscoa.
Desejo-lhe umas boas férias, aproveite para descansar um pouco,  que bem merece.
Bjs M. José

É PRIMAVERA

És de todas a primeira
Que todos tão desejamos
Primavera, Primavera...
Estação que tanto amamos
Diz- nos lá, por onde andas???
Adormecida... no Inverno...
Para nos presenteares
Com tua beleza eterna...
Passarinhos cantando
Em seus ninhos tranquilos...
Árvores "rebentando..."
Rios saltitando...
Flores acordando..
Campos verdejando...
A Natureza renasce...
E por todo o lado
Crianças gritando:
É PRIMAVERA!
É PRIMAVERA!

maria da cruz - 2012

domingo, 18 de março de 2012

Sessenta mais ou menos

Corpos já vacilantes, abençoados pelo teu sorriso.
Andamentos mentais que o corpo não acompanha.
Restando-nos o recordar de diversas situações.
Imaginamos o amanhã, porque é muito preciso
Navegar em pensamentos, estar em campanha,
Aprendendo, por isso, a teclar na tradinovações.

sábado, 17 de março de 2012

AS ROSAS; O PRAZER e o LAZER --- KÁSSY CHRISTINNA

ROSAS, LAZER E PRAZER____ KÁSSY CHRISTINA Rosas, lazer e prazer (anos 80) Me disseram que as rosas não contam Não contam porque nem espantam o frio Nem matam a fome Me disseram que as rosas são supérfluas E que por isso Não é preciso o povo ter jardim Pra poder plantá-las E nem um salário suficiente Pra poder comprá-las Me disseram que o lazer não conta Não conta porque nem espanta o frio Nem mata a fome Me disseram que o lazer é supérfluo E que por isso Não é preciso o povo ter tempo Pra poder curti-lo E nem direitos Pra poder exigi-lo Me disseram que o prazer não conta Não conta porque nem espanta o frio Nem mata a fome Me disseram que o prazer é supérfluo E que por isso Não é preciso o povo ter condições Pra poder vivê-lo E nem sabedoria Pra poder valorizá-lo Me disseram tanto, tanto Mas não me provaram nada Pra mim Continua assim Que também as rosas O lazer E o prazer Espantam o frio E matam a fome O frio de uma vivência inerte E a fome por uma vida abundante